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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Direito de greve do servidor público na pauta da Comissão de Constituição e Justiça




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Com o objetivo de eliminar um hiato de 23 anos desde a promulgação da Constituição federal, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) apresentou, em dezembro de 2011, projeto de lei (PLS 710/11) regulamentando o direito de greve do servidor público civil, previsto no inciso VII do artigo 37 da Carta Magna. Entre as regras, está a obrigação de que permaneçam trabalhando entre 50% e 80% dos servidores, dependendo do tipo de atividade.

Definições

O projeto abrange os servidores da administração pública direta, autárquica e fundacional, de todos os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e em todos os níveis - União, estados, Distrito Federal e municípios. Desse conjunto, no entanto, não fazem parte os senadores, deputados federais, estaduais e municipais, ministros de estado, diplomatas, vereadores e secretários estaduais e municipais, membros do Judiciário e Ministério Público.
Pela proposta, será considerada greve a paralisação parcial ou total da prestação do serviço público ou de atividade estatal dos poderes da União, estados, Distrito Federal e municípios.
Tanto a convocação de assembleia geral para definir sobre paralisação coletiva, quanto a definição das reivindicações deverá ser feita, conforme o projeto, pela entidade sindical representativa dos servidores e, na falta dela, por comissão de negociação. Uma das duas representará o interesse dos servidores nas negociações coletivas ou em juízo.
Pelo texto, o Poder Público terá prazo de 30 dias para se pronunciar favoravelmente às reivindicações apresentadas pela assembleia geral, de onde foi definido indicativo de greve, apresentar proposta de conciliação ou então fundamentar o motivo de não atendê-las.
Aloysio Nunes explicou, em pronunciamento no Plenário em dezembro, que sua proposta adota as principais diretrizes da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que dispõe sobre as relações de trabalho na administração pública e estabelece garantias às organizações de trabalhadores da administração pública e determina parâmetros para a fixação e negociação das condições de trabalho, para a solução de conflitos e para o exercício dos direitos civis e políticos.

Atividades essenciais

O projeto estabelece que no mínimo 60% dos servidores permaneçam em exercício durante a greve no caso de serviços públicos ou atividades estatais que atendam a necessidades inadiáveis para a população durante a greve. Em caso de serviços públicos e atividades estatais não essenciais esse número, o contingente mínimo é de 50%. Caso essas exigências não sejam cumpridas, a greve será considerada ilegal. O Poder Público, no entanto, terá que garantir a prestação dos serviços.

[senador Aloysio Nunes (PSDB-SP)]
O projeto define como serviços públicos essenciais aqueles que afetam a vida, a saúde e a segurança do cidadão. São mencionados, especialmente, a assistência médico-hospitalar, a distribuição de equipamentos, o abastecimento e o tratamento de água, o recolhimento de lixo, o pagamento de aposentadorias, a produção e a distribuição de energia, gás e combustíveis, a defesa civil, e o controle de tráfego e o transporte coletivo.
Atividades relativas ao funcionamento dos três poderes também são citadas como essenciais: o serviço vinculado à atividade legislativa, o trabalho diplomático, a arrecadação e a fiscalização de tributos, os serviços judiciários e do Ministério público, entre outros.
No caso específico da segurança pública, o percentual mínimo de servidores em atividade durante a greve deverá ser de 80%. Já os militares, os policiais militares e bombeiros são proibidos de fazer greve. Tal proibição já consta da Constituição, no artigo 142, parágrafo 3, inciso IV.

Mediação, conciliação ou arbitragem

O projeto prevê a hipótese, de, em caso de as partes não chegarem a acordo, haver a solução alternativa do conflito por mediação, conciliação ou arbitragem, métodos que serviriam para garantir independência e imparcialidade na decisão e maior grau de confiabilidade a ambas as partes. Caso o conflito ou parte dele permaneça sem solução, a decisão final caberá ao Poder Judiciário.
As determinações do projeto se assemelham às que regem o direito de greve na iniciativa privada, como a obrigação de informar ao público as reivindicações e a existência de greve; a exigência de manutenção de um número mínimo de equipe de servidores em atividade para garantir a continuidade da prestação dos serviços públicos e assegurar as atividades cuja paralisação resulte em prejuízo irreparável. Essa equipe mínima de servidores também deverá evitar a deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos e facilitar a retomada das atividades do órgão, quando a greve acabar.

Dias não trabalhados

Poderão ser computados como dias trabalhados e, assim, remunerados, até 30% dos dias de greve, desde que isso conste do termo de negociação entre os servidores e o órgão. Os servidores em estágio probatório poderão participar da greve, mas deverão compensar os dias trabalhados de forma a completar o tempo previsto na legislação.
Os servidores não poderão ser demitidos, exonerados ou transferidos durante a greve e em razão dela. Entretanto, poderão sofrer processo administrativo se não retornarem ao trabalho no prazo máximo de 48 horas nos casos em que a greve for considerada ilegal.
- Em nome do servidor público brasileiro, mas também - e sobretudo - em nome daqueles que pagam, com seus impostos, o funcionamento do Estado brasileiro, é que creio que seja urgente e necessário deliberarmos e adotarmos as medidas legislativas que o tema requer - disse o senador, na ocasião, pedindo aos parlamentares que votem a matéria.

Cristina Vidigal / Agência Senado

Mínimo investido por ano em aluno do ensino público básico sobe para R$ 2.096


O valor mínimo investido pelos governos por aluno do ensino básico público por ano será de R$ 2.096,68 em 2012. O total, divulgado na semana
 passada pelo MEC (Ministério da Educação), é 21,24% maior que o de 2011, quando o investimento mínimo foi de R$ 1.722,05.
Esse valor é referente às séries iniciais do ensino fundamental de áreas urbanas e os Estados têm liberdade para investirem valores acima dele.
Aqueles que não conseguem atingir este patamar recebem complementação do governo federal, por meio do Fundeb (Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação).
Este ano, segundo a tabela publicada pelo MEC, recebem a ajuda da União Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará,
Paraíba, Piauí e Pernambuco. Segundo a memória da lei orçamentária apresentada em setembro ao Congresso, Minas Gerais e Paraná
também iriam receber a complementação. No entanto, segundo Vander Borges, coordenador-geral de operacionalização do Fundeb,
na época, haviam sido utilizados dados desatualizados. Os valores são determinados a partir do Censo Escolar. Ainda segundo Borges,
a complementação de receitas chegará, em 2012, a R$ 9,4 bilhões.
Investimento por aluno
O valor investido por aluno já era considerado insuficiente para uma educação de qualidade em 2011. Cálculos do CAQi
 (Custo Aluno Qualidade Inicial), índice elaborado pela Campanha Nacional pelo feitos com base no PIB (Produto Interno Bruto),
mostram que o valor no ano passado já deveria ser de, no mínimo, R$ 2.194,56. (CNTE, com informações do UOL EDUCAÇÃO, 02/01/12)

Valor investido por Estado (em R$)
UF
Fundamental
Iniciais/Urbano
Fundamental
Finais/Urbano
Médio
Urbano
Acre
2.626,36
2.888,99
3.151,63
Alagoas
2.096,68
2.306,35
2.516,02
Amazonas
2.096,68
2.306,35
2.516,02
Amapá
2.871,54
3.158,69
3.445,85
Bahia
2.096,68
2.306,35
2.516,02
Ceará
2.096,68
2.306,35
2.516,02
Distrito Federal
2.670,70
2.937,77
3.204,84
Espírito Santo
2.831,67
3.114,84
3.398,00
Goiás
2.534,87
2.788,35
3.041,84
Maranhão
2.096,68
2.306,35
2.516,02
Minas Gerais
2.288,64
2.517,50
2.746,37
Mato Grosso do Sul
2.477,02
2.724,72
2.972,42
Mato Grosso
2.121,10
2.333,21
2.545,32
Pará
2.096,68
2.306,35
2.516,02
Paraíba
2.096,68
2.306,35
2.516,02
Pernambuco
2.096,68
2.306,35
2.516,02
Piauí
2.096,68
2.306,35
2.516,02
Paraná
2.226,51
2.449,16
2.671,81
Rio de Janeiro
2.483,25
2.731,57
2.979,90
Rio Grande do Norte
2.106,34
2.316,98
2.527,61
Rondônia
2.428,84
2.671,73
2.914,61
Roraima
3.531,27
3.884,39
4.237,52
Rio Grande do Sul
2.913,05
3.204,36
3.495,67
Santa Catarina
2.609,79
2.870,77
3.131,75
Sergipe
2.447,12
2.691,83
2.936,55
São Paulo
3.192,81
3.512,09
3.831,37
Tocantins
2.671,98
2.939,18

3.206,38

Projeto prevê multa para empresa que pagar salário menor a mulher


Comissão de Assuntos Sociais analisará projeto que pune discriminação contra mulher no mercado de trabalho
Projeto de lei que tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) ataca problema comum em muitas empresas: a contratação de mulheres com salários menores do que os dos homens para exercer as mesmas funções. Pelo texto (PLC 130/11), o empregador pagará multa equivalente a cinco vezes a diferença verificada durante todo o contrato. O valor beneficiará a empregada que for alvo de discriminação.

A proposta é de autoria do deputado Marçal Filho (PMDB-MS) e foi aprovada na Câmara em outubro. O deputado lembra que a proibição de diferença salarial entre homens e mulheres está expressa na Constituição e em outras normas, inclusive na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Apesar disso, Marçal Filho ressalta que o Brasil ainda não conseguiu acabar com a discriminação sofrida pela mulher.

Segundo ele, estudo da Confederação Internacional dos Sindicatos mostra que as brasileiras são as mais apenadas com a diferença de salários em todo mundo: ganham em média 34% a menos que os homens.O estudo foi elaborado em 2009 com 300 mil mulheres de 24 países. Depois do Brasil, estão África do Sul (33%), México (29,8%) e Argentina (26,1%). Nos Estados Unidos, as mulheres recebem 20,8% a menos. As menores diferenças foram observadas na Suécia (11%), Dinamarca (10,1%), Reino Unido (9%) e Índia (6,3%). Depois da CAS, a matéria seguirá para a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), onde receberá decisão terminativa. 

Fonte: Senado Federal

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Valores do FUNDEB para 2012


Já estão publicados os valores por aluno do FUNDEB de 2012. O Diário Oficial da União desta segunda-feira (2 de janeiro) republica os números da Portaria Interministerial n° 1809, de 28.12.2011, publicada no DOU em 29.12.201.

O valor mínimo por aluno para as séries iniciais do ensino fundamental passa a ser de R$ 2.096,68, ou seja, 21,2% maior do que a previsão para 2011 (conforme Portaria de 7.11.2011 seria de R$ 1.729,28).

Este valor abrangerá nove estados (Alagoas, Amazonas , Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Paraíba e Piauí). Ficou de fora o Rio Grande do Norte, que recebeu um pouco de ajuda no ano passado.

A distância entre maiores valores e o valor mínimo nacional continua alta. Em Roraima o valor das séries iniciais será de R$ 3.531,27, ou seja, 1,68 do valor dos estados que recebem ajuda da União.

A surpresa ficou por conta da diferença gritante entre os números divulgados pela Portaria e aqueles fornecidos aos deputados e senadores pelo Ministério da Fazenda quando da elaboração do Orçamento 2012. A previsão de receitas dos fundos estaduais (sem ajuda da União) era de 106 bilhões e este valor caiu para 104 bilhões, uma redução de 1,7%.

O documento enviado aos parlamentares apontava para uma ajuda da União para dez estados, mas nesta relação deixariam de receber o Piauí e o Rio Grande do Norte e passariam a receber auxílio o Paraná e Minas Gerais. Realmente o Rio Grande do Norte saiu da estimativa de recebimento (por bem pouco), mas os dois estados anunciados pelo Ministério da Fazenda não foram incorporados e o Piauí foi mantido.

Analisando as duas estimativas de receita é possível perceber incoerências graves:

1. A estimativa de MT, SE e RO estavam superdimensionadas (121,7% e 108,7% e 78,2% respectivamente maiores do que o publicado do DOU);

2. A estimativa de receita do PR estava 510 milhões menor do que a efetivamente publicada no DOU e a de MG estava 2,2 bilhões menor. No caso de Minas isso representa 21,4% de erro;

3. A estimativa do PI estava 46,4% maior do que a publicada pelo DOU.

O valor mínimo por aluno também guardou distância do que foi anunciado aos parlamentares em setembro. Naquela ocasião o Ministério da Fazenda trabalhava com um valor de R$ 2.009,45.

A complementação da União também caiu um pouco, pois a mesma representa 10% do estimado de ser depositado nos fundos estaduais. Assim, a União desembolsará 10,4 bilhões em 2012, sendo 9,4 bilhões de complementação e 1,04 bilhão para ajudar estados e municípios que não conseguirem pagar o piso do magistério.

Propaganda eleitoral poderá ter advertência sobre compra de votos

Projeto de lei em análise na Câmara determina que a propaganda eleitoral conterá advertência sobre compra de votos, utilizando frases definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Conforme a proposta (PL 2377/11), do deputado Dr. Aluizio (PV-RJ), o aviso – escrito ou falado – será sempre precedido da informação "É crime eleitoral:".

Segundo o projeto, pôsteres, painéis, cartazes, santinhos e a propaganda política veiculada em jornais e revistas conterão a advertência de forma legível e ostensivamente destacada. No caso do horário eleitoral gratuito veiculado em rádio e na televisão, o aviso virá ao final do programa.

“É conhecido de todos o mau uso do processo político por candidatos e partidos que abusam da compra de votos. Neste sentido, o projeto pretende fazer com que as estruturas que incidem diretamente no processo eleitoral possam educar o povo brasileiro para a cidadania”, afirma o deputado.

Dia Mundial do Braile: deficientes cobram melhorias


Portadores de deficiência visual querem maior uso do sistema no Brasil
Foto: Reprodução
No Dia Mundial do Braile, comemorado hoje (4), pessoas com deficiência visual cobram maior uso do sistema de leitura e escrita no Brasil.

Criado pelo francês Louis Braille, nascido em 4 de janeiro de 1809 e que perdeu a visão aos 3 anos, o sistema permite a pessoas com cegueira total ou parcial ler por meio do tato. Com seis pontos em relevo dispostos em duas colunas e três linhas, o sistema proporciona 63 combinações diferentes que representam as letras do alfabeto, os números, símbolos científicos, da música, fonética e informática.

Com apenas um toque, o cego percebe os pontos em relevo ao passar os dedos da esquerda para a direita. O sistema braile chegou ao Brasil em 1850. A partir da década de 1940,  passou a ser usado em livros.

Apesar de já existir cardápios em restaurantes e embalagens de cosméticos e de remédios em braile, cegos ou pessoas com baixa visão ainda reclamam da dificuldade de encontrar informações adaptadas. “Os mercados não informam nada em braile sobre promoções [de mercadorias]. Não tem nada”, disse a vice-presidente da Associação Brasiliense de Deficientes Visuais (ABDV), Adriana Candeias, que é cega.

“A gente não tem condições de saber o que está comprando, a validade. Algumas empresas já estão implantando, mas ainda falta muito”, acrescentou o diretor administrativo da associação, Paulo Luz, que também tem deficiência visual.

A vice-presidente reforçou que o braile garante independência aos cegos. “A partir do momento em que é oferecido algo em braile, a pessoa com deficiência visual passa a ser independente. Ela sabe que pode ir ao estabelecimento sozinho e vai ter total acesso”, destacou Adriana Candeias.

Os representantes da associação também alertaram para a demora de livros didáticos novos serem transformados para o braile. “Lançam um livro hoje, mas quando o cego vai ter acesso à obra, ela já está ultrapassada”, argumentou Paulo Luz.

As editoras não são obrigadas a publicar em braile todas as obras lançadas. Quando recebe pedidos, o setor, geralmente, recorre a empresas especializadas e instituições não governamentais para fazer a conversão, segundo a coordenadora de Revisão Braile da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Regina Fátima de Oliveira

Os livros falados têm sido usados para conseguir textos atualizados com rapidez. Desde 2009, o Ministério da Educação disponibiliza, de graça, um software que converte qualquer texto de computador em sonoro, com narração em português.

Apesar dos benefícios da tecnologia, a coordenadora defende que o livro em braie é  primordial nos primeiros anos escolares das crianças cegas. “Para que possa ter domínio da ortografia ou da simbologia da matemática, a criança precisa do livro físico, assim como é com as crianças que enxergam. A gente só lê quando toca”, explicou.

O crescimento da utilização do audiolivro pode estar relacionado ao custo mais baixo em comparação ao de braille. Cada página de um texto comum equivale a até quatro páginas em braile, conforme a especialista. 

No Brasil, existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e 6 milhões com baixa visão, segundo dados da fundação com base no Censo 2010, feito  pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte: Agência Brasil

CAOS EM FORTALEZA ACABARÁ - GREVE CHEGA AO FIM - SEM RISCO DE ARRASTÃO -HOUVE ACORDO PELA MADRUGADA - NÃO HÁ MAIS RAZÃO PARA PÂNICO



POLICIAIS MILITARES E BOMBEIROS EM GREVE  CHEGARAM A UM ACORDO COM O GOVERNO ESTADUAL NA MADRUGADA DE HOJE, 04/01/2012. Com certeza a cidade voltará ao normal, todo o seu comércio, escolas, sobretudo os turistas, que a exemplo da população refugiaram-se nos hotéis, pois até a Beira-mar ficou deserta.
NOTICIAS DE JORNAIS DO CEARÁ SOBRE O ACORDO REALIZADO NA MADRUGADA DE HOJE, 04/01/2012, COM INTERMEDIAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, OAB, DEFENSORIA PÚBLICA:
OS ATORES ENVOLVIDOS NA GREVE - PAPEL E CONSEQUÊNCIAS:

POLICIAIS MILITARES: saem vitoriosos, apesar da proibição de serem sindicalizados e fazerem greve. PROVARAM QUE GREVE É E CONTINUA SENDO UM FENÔMENO SOCIOLÓGICO. Antecede qualquer lei. O direito à vida e à dignidade humana tem que estar em qualquer trabalho, as reivindicações eram justas e foram atendidas. POLICIAL ANTES DE MILITAR É GENTE, TEM FAMÍLIA E É TRABALHADOR. A Constituição coloca o direito à vida dignidade como princípio constitucional e direito fundamental. HIERARQUICAMENTE SUPERIOR À PROIBIÇÃO DE NÃO FAZER GREVE!

GOVERNADOR CID GOMES: Sai como intransigente, autoritário e sem humildade. Foi muito infeliz na condução do processo, demonstrou despreparo para negociar e dificuldade para conviver com a democracia. É um grande construtor de obras, mas não sabe lidar com o ser humano, com os servidores e militares. Não valoriza servidor nem o serviço público. PRECISA MUDAR SUA POSTURA! NÃO HÁ COMO TER SERVIÇO PÚBLICO DE QUALIDADE SEM RESPEITO AOS DIREITOS SOCIAIS DOS TRABALHADORES, SEJAM CIVIS, SEJAM MILITARES.

PODER LEGISLATIVO: Perdeu a credibilidade para mediar qualquer acordo entre governador e grevistas, pois quase por unanimidade apoia o governador em tudo, NÃO TEM AUTONOMIA, sendo um poder anêmico que quase se transformou num anexo do Poder Executivo. Sem falar que saiu desgastado na greve dos professores do Estado que apanharam no interior da própria Assembléia Legislativa.

PODER JUDICIÁRIO: Sua credibilidade como poder que deve ser imparcial e com o dever de preocupar-se com a pacificação dos conflitos chegou a zero, em se tratando de greve. POIS JULGA TODA GREVE ILEGAL. Para o setor privado defende a conciliação como melhor forma de resolver conflitos, quando se trata de greve, muito raramente fez audiência de conciliação, fixa multas impagáveis para entidades, sindicatos e servidores., tem suas decisões violadas, que só servem para governantes utilizarem como ameaças, AO FINAL OS MOVIMENTOS SOCIAIS CONSEGUEM NEGOCIAR A ANULAÇÃO DA DECISÃO. Como não faz o que deveria como deveria seu espaço é ocupado pela OAB, MINISTÉRIO PÚBLICO, IGREJA, DEFENSORIA PÚBLICA, que foram muito importantes como mediadores e para solução do conflito.

A GRANDE MÍDIA CEARENSE: Omitiu informações. Só veio mesmo noticiar o fato, quando jornais de outros Estados do Brasil e de outros países já noticiavam. NINGUÉM PODE ESQUECER QUE O GOVERNO É UM GRANDE ANUNCIANTE, que antes do direito à informação é colocado o interesse empresarial ao lucro, AFINAL A GRANDE MÍDIA É COMPOSTA POR GRANDES EMPRESAS, que têm o lucro como finalidade primeira. Mas tal fato prejudica a credibilidade da grande mídia, que abriu mão de cumprir um importante papel. Sempre falam em liberdade de imprensa, mas relativizam tal liberdade e modulam conforme seus interesses prejudicando o verdadeiro direito à informação e à cidadania. SE CONTINUAR ASSIM, NÃO TARDARÁ A ACELERAR SUA PLENA DECADÊNCIA.

A INTERNET: Mostrou sua força desbancando a grande mídia. Divulgou boatos de arrastões de forma imprudente, embora houvesse medo no ar e assaltos em vários bairros. O que contribuiu para acelerar o pânico e a sensação de insegurança. SOBRETUDO O FACEBOOK E O TWITTER, ENQUANTO O PESSOAL DO ORKUT PARECIA NOUTRO MUNDO, DESCONECTADO DA REALIDADE SOCIAL SEMELHANTEMENTE AO PODER JUDICIÁRIO. Coube aos BLOGS e ao YOUTUBE transmitirem noticias quase on line de tudo que ocorria nos quatro cantos da cidade. A ponto da grande mídia, à noite, quando noticiava os fatos, utilizar imagens e  notícias de tais meios de comunicação. A INTERNET MOSTROU O SEU PODER E SUA LIBERDADE. POIS É MELHOR EXAGERAR NA VERDADE E NA INFORMAÇÃO COM O OBJETIVO DE PROTEGER E INFORMAR, QUE SE OMITIR VISANDO AO LUCRO ACIMA DE TUDO OU MANIPULAR AS INFORMAÇÕES POR INTERESSES POLITIQUEIROS.

DE PARABÉNS sobretudo as entidades representativas dos policiais, que foram prudentes, firmes e inteligentes. De parabéns o Ministério Público Estadual que ocupou o espaço deixado pelo Poder Judiciário, com muita competência. De parabéns a Ordem dos Advogados do Brasil, OAB Seção Ceará, por se posicionar de um aforma sábia, DEFENDENDO ACORDO, SOLUÇÃO NEGOCIADA, DEFENDENDO O DIREITO DA POPULAÇÃO À SEGURANÇA E DOS POLICIAIS EM TER RESPEITADOS OS SEUS DIREITOS SOCIAIS. Ganha a cidadania, ganham os movimentos sociais, ganha a polícia que agora sabe, a partir de fatos, não só de tese, O QUANTO É IMPORTANTE PARA A MANUTENÇÃO DA VIDA SOCIAL!

Dr. Valdecy - Advogado

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O LIMITE DA INTELIGÊNCIA



Estudo indica que homem já chegou onde queria
A busca desesperada pelo conhecimento expulsou Adão e Eva do Paraíso, mas também foi graças a ela que o Homo sapiens saiu das cavernas, dominou o fogo e inventou a roda. A inteligência humana parece não ter limites, o que leva muita gente a tentar aumentá-la com jogos de memória, "ginástica cerebral" e, até mesmo, substâncias químicas. Enquanto, contudo, o saber pode continuar a ser adquirido ao longo de toda a vida, isso não acontece com a inteligência. Segundo um estudo publicado na revista especializada Current directions in psychological science, o homem já chegou onde devia e, se tentar comer o fruto proibido de novo, pode sofrer graves prejuízos.
Os autores alegam que, ao desafiar sua natureza limitada, os humanos poderiam até expandir a memória, a inteligência e o nível de atenção, mas o ganho desequilibraria a cognição - para levar vantagem em uma habilidade, outra ficaria prejudicada. Ralph Hertwing, professor de psicologia social da Universidade de Basel, na Suíça, e Thomas Hills, da Universidade deWarwick, no Reino Unido, dizem que a questão é evolutiva: assim como dificilmente alguém mede mais de 2m de altura, as mentes extremamente brilhantes não passam de exceção. E, assim como pessoas muito altas sofrem com problemas de coluna e de coração, os muito inteligentes pagam um preço alto por seus supercérebros. "Analisamos diversas pesquisas realizadas com pessoas caracterizadas por um alto QI ou que possuem uma habilidade especial, como memória fotográfica, e descobrirmos que, geralmente, esses indivíduos sofrem de distúrbios como autismo, sinestesia debilitante (sentido é trocado por outro) e diversos outros problemas neurológicos". As deficiências estão associadas ao tamanho do cérebro, que, em indivíduos muito inteligentes, costuma ser maior que o normal.
Fonte: DN

domingo, 1 de janeiro de 2012

As manchetes deste domingo (01/01/2012)

As manchetes deste domingo (01/01/2012)



Globo: Aos 12 em 2012          
Folha: Economia brasileira terá retomada frágil em 2012       
Estadão: Dilma tenta mudar imagem ampliando programas sociais
Correio: Desafios para um ano feliz
- Estado de Minas: Aos 12 em 2012
- Jornal do Commercio: Família inteira deve planejar gastos da casa
Veja: O Brasil aos olhos do mundo      
Época: Ele ainda vai te pegar     
IstoÉ: As profecias para 2012  
- IstoÉ Dinheiro: O país das oportunidades      
Zero Hora: Estiagem afeta 172 mil gaúchos em 20 cidades   
Leia os destaques de capa de alguns jornais e revistas do país.

TRAGÉDIA: Menino morre eletrocutado pela língua da namorada durante um beijo



Médicos confirmaram que a língua da garota disparou uma descarga elétrica; Especialista comentou o caso e explicou como aconteceu.

Um beijo de 32 volts matou o jovem Adriano Amélio Audacio, 20 anos, em Fortaleza (CE). O adolescente estava beijando a namorada quando, a língua da garota disparou um choque elétrico provocando uma parada respiratória no namorado. Adriano foi socorrido pelo SAMU, mas chegou sem vida ao hospital.


Os médicos confirmaram que a língua da namorada de Adriano possui eletricidade, mas não imaginaram que poderia provocar uma descarga forte, a ponto de matar uma pessoa eletrocutada.


Abalada, a garota não quis gravar entrevista com a reportagem de G17, e cancelou uma balada marcada com as amigas, mas disse que já sabia que sua língua dava choque. "Um ex-namorado meu sempre sentiu um pequeno choque, de leve, parecendo um beliscão, quando me beijava, mas nunca imaginei que minha língua fosse causar uma tragédia desse tipo", disse.


Um especialista, que comentou o assunto, disse que tomou um choque quando soube da notícia, mas esclareceu o fato dizendo que o choque foi provocado porque a língua da jovem, positiva, entrou em atrito com outra, negativa. "Foi esfregando uma língua positiva com outra negativa que a descarga elétrica disparou", disse.

Fonte: G17