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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Presidente do PT não quer saber de “temas morais” em campanha. É? Então eu quero! E viva o ziriguidum!

Caras e caros,
Uma semana mais curta, mas muito cheia, não? Gostem eles ou não, o fato é que tiveram de dançar conforme a nossa música e foram obrigados a vir a público para se explicar. Notaram? A ministra Eleonora Menicucci se viu compelida a emitir uma nota desmentindo o que ela mesmo dissera em entrevista. Uma Universidade Federal, a de Santa Catarina, fez um papelão e censurou a página com as palavras de Eleonora, num movimento inútil. A estupefaciente entrevista já havia ganhado o mundo. Gilberto Carvalho, sempre ele!, teve de se justificar com os evangélicos. Fernando Haddad tenta confundir com homofobia as críticas sensatas e fundamentadas ao absurdo kit gay preparado pelo seu ministério. No Estadão desta sexta, Rui Falcão, presidente do PT, disse não acreditar que a eleição em São Paulo vá debater o que chamou de “questões morais”.
Em suma: o PT tem medo de debater “questões morais”, o que, convenham, faz todo sentido…
O governo Dilma é ruim. À diferença dos modernos cantores de qualquer ritmo, ele “não tira o pé do chãããooo”. Está com a âncora enterrada no fundo do mar. Não deslancha. O país cresceu 2,79% no ano passado e se estima que não vá além dos 3% neste 2012. Os investimentos públicos encolheram. Programas-vitrine, como o “Minha Casa Minha Vida”, estão parados. As creches só existem na fantasia da petezada. À medida que se vai conhecendo o “modelo” de privatização petista nos aeroportos, qualquer pessoa sensata conclui que se contratou foi uma crise.  Atenção! O PT perdeu a guerra ideológica contra as privatizações porque teve de se ajoelhar. A questão, e o futuro dirá, é que o partido privatiza mal, com danos ao erário e aos usuários dos serviços. Teremos muito tempo para falar desse assunto neste ano e nos vindouros. De todo modo, esses são temas ainda um tanto distantes da vida das pessoas. Leva um tempo para que atinjam a reputação da presidente, que ainda navega na popularidade das sete demissões que fez, segundo a agenda “da mídia”, como diz aquela canalha a soldo. Vale dizer: a tal “mídia” conseguiu dar a Dilma ao menos uma pauta, já que ela não tinha nenhuma.
Temas ligados à administração, ao mau uso do dinheiro público, à corrupção, essas coisas não mobilizam hoje muita gente. O PT tem clareza disso. Seu sonho, aliás, é atrair as oposições para um debate, vamos dizer, “administrativista”. Poderá, assim, acenar com suas utopias e redenções. Se os adversários ficarem nesse terreno, os petistas erguerão as mãos para os céus. O PT acha que essas coisas “não pegam”. E, convenham, a experiência têm dito que, nesse particular, o partido está certo!
Perceberam? Guido Mantega está na berlinda por causa do ex-presidente da Casa da Moeda. Nada de muitas explicações ou de agitação. O PT sabe que a esmagadora maioria dos eleitores ignora o assunto. Se a coisa esquentar mesmo, Dilma se livra do ministro e ganha mais um ou dois pontinhos na pesquisa (”essa decide”!!!). Já os tais “temas morais”… Ah, para esses, os petistas têm, sim, uma agenda muito determinada, mas não sabe como lidar com a reação do homem comum.
Ficamos, então, diante de uma situação curiosa. Quem freqüentemente convoca a sociedade para debater matérias atinentes aos costumes são os petistas e seus assemelhados, certo? Não foi Eleonora quem resolveu reavivar essa brasa? Não foi Haddad quem preparou o kit gay? Não é a senadora Marta Suplicy a liderar a negociação para que se aprove a tal lei contra a homofobia? Sim, eles querem tomar essas iniciativas, mas repudiam qualquer reação contrária a seus propósitos. Pretendem fazer esse debate apenas na classe média e com os militantes de ONGs, sem o “povão”. Afinal, um bom petista é obrigado a considerar que o povo não sabe direito o que é bom para si; quem sabe é o partido.
Ora, se Rui Falcão não quer saber dos temas que chama “morais”, vai ver seus adversários devam se interessar por eles, não é mesmo? Como vimos, nesta semana que passou, foi a moral que obrigou o petismo a se explicar.
Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

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